quinta-feira, 14 de novembro de 2013

A tempestade passou. O sol surgiu, por entre todas as nuvens que o escondiam. o dia nasce, puro, como se fosse o primeiro, tudo é novo. o céu tem uma cor diferente e as folhas das árvores esvoaçam como se sempre tivessem sido imóveis, estátuas num jardim por onde ninguém passa. movimento constante. Dois corpos encontram-se, no meio da multidão. Fundem-se, como se nunca se tivessem abandonado, e pertencessem um ao outro. o mundo regozijou, incrédulo, com tal empatia e simbiose. Os que nele cabem vivem com o vazio, a ânsia de encontrar alguém, algum corpo que os faça sentir da mesma maneira que aqueles dois. O cosmos observa, invejoso, aquele sentimento que faz tudo o resto parecer surreal e utópico. Estas duas almas unem-se para sempre, a força que as atrai é magnetizante. serão sempre puxadas em direções contrárias, mas irá sempre existir uma multidão para se reencontrarem.