quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

growing up.





Quando somos pequenos, ensinam-nos a andar, a falar, a saber estar. Ensinam-nos princípios e valores que devemos ter como base na construção da nossa personalidade. Mas ninguém nos ensina a saber lidar com os princípios e valores dos outros, que na maior parte das vezes são tão diferentes dos nossos, que nem parecem idealizados pela raça humana. Crescemos a pensar que podemos fazer a diferença, nem que seja de uma maneira minúscula, neste mundo esmagador que a cada dia nos torna ainda mais insignificantes. Quando nos apercebemos que afinal nunca vamos passar de uma alternativa, um plano B, uma sensação de completa impotência apodera-se daquilo que ainda sobrou de nós. Porque vai haver sempre alguém que nos vai tornar ínfimos, alguém com quem nunca nos vamos conseguir comparar, alguém que nos vai lembrar todos os dias que nunca vamos ter valor, que nunca vamos mudar seja o que for. Gostava de ter aprendido isso em pequena…

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

i carry your heart


" i carry your heart with me (i carry it in
my heart)
i am never without it (anywhere
i go you go, my dear; and whatever is done
by only me is your doing, my darling)
                                 
i fear no fate (for you are my fate, my sweet)
i want no world (for beautiful you are my world, my true)
and it's you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you

here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life; which grows
higher than the soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that's keeping the stars apart

i carry your heart (i carry it in my heart). "

E. E. Cummings

start.


Já me senti deslocada, afastada da minha realidade, dos meus princípios, aqueles que sempre idolatrei e considerei dogmas. De repente vi-me encurralada por situações com as quais não soube lidar, e nas quais acabei sempre por ferir, tornar um ser humano menos capaz de sentir, de confiar, de amar. Acredito que já fui amada, que já fui a prioridade para alguém, a coisa mais importante na sua vida, mas questiono-me se alguma vez fui capaz de realmente amar alguém, de me entregar de tal maneira que isso me mudasse, de dar um pedaço de mim que sabia não ter retorno. A única vez que quase me perdi e me deixei levar, acabei tão danificada que nem me reconhecia, e sem uma parte do meu ser, não dada, mas arrancada, com tamanha força que a dor se tornou física, ao ponto de chegar a pensar acabar com tudo, com aquilo que mais temos de precioso, a vida, mas que para mim já não tinha mais definição ou significado. Para mim, o amor representa aquilo pelo qual sempre ansiei, mas também aquilo que me trouxe mais dor e mágoa. Contudo, acredito sinceramente que hoje sou alguém recomposto, incompleto, alguém que foi tentando colar as peças que faltavam, umas puxadas outras caídas porque simplesmente já não tinham mais força para se segurar, alguém por quem vale a pena lutar, alguém que nunca vai esquecer o passado, mas que escolhe deixá-lo lá, onde pertence.