quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Ainda te amo, e acho que nunca vais saber. Queria escrever te, queria dizer que te amo, que sempre te amei, e que nao sei se algum dia vou amar mais alguem desta maneira. a vida é curta demais para nao dizer o que sinto, e nunca me vou dar ao luxo de nao sentir o que quer que seja. Hoje quando me falaste no teu lado da minha cama, menti te. Menti. Ele ainda está lá, e agora em vez de evitá lo, durmo sobre ele, na esperança de poder sentir te. Tenho tantas saudades tuas, não imaginas. Faz meses que não te vejo, que não te oiço. E como gostava de o fazer, de te ver, de te ouvir. Podia viver só para isso. Fazia meses que não chorava, nem naqueles filmes que sabes que eu choro sempre. Parecia que finalmente conseguia não sentir. Vi o filme que há tanto esperava, aquele que tanto falamos. E todos os pouco mais de 90 minutos, pensei em ti. És o meu Augustus, pelo menos foste. Arrebataste a minha vida, foste o meu grande amor. deste me o infinito nos dias que partilhamos. Dias que não esqueço, apenas guardo num canto da minha memória. Escrevi-te. Awake ? Nem sei se quero uma resposta. Talvez por saber que não é isto que quero escrever-te. Não tenho um toque de cancro, mas sim de ti. Daquele que se ilumina como uma árvore de natal. Ainda te amo, e acho que nunca vais saber.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

3am

I miss you everyday my love,
Like a flower that grew in the middle of the desert,
alone and powerless, me.
My hands are always cold,
missing yours, cold too.
A bed uncompleted, a warm body left 
every cell of me is now frozen.

I miss you everyday my love,
my soul is turning dark, 
dreams becoming dust, the heart is a ghost.
Little things unsaid,
twisted thoughts of a broken mind, 
lay now every moonlight where I rest my head.
Still cold, nowhere to be seen
this old dark machine.


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Lições para tirar desta vida: permite-te amar e ser amado, dá o teu coração, mas não ao ponto de nunca mais to devolverem; confia, mas não sejas ingénuo; ouve os outros, mas nunca apagues a voz que tens dentro de ti.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

A tempestade passou. O sol surgiu, por entre todas as nuvens que o escondiam. o dia nasce, puro, como se fosse o primeiro, tudo é novo. o céu tem uma cor diferente e as folhas das árvores esvoaçam como se sempre tivessem sido imóveis, estátuas num jardim por onde ninguém passa. movimento constante. Dois corpos encontram-se, no meio da multidão. Fundem-se, como se nunca se tivessem abandonado, e pertencessem um ao outro. o mundo regozijou, incrédulo, com tal empatia e simbiose. Os que nele cabem vivem com o vazio, a ânsia de encontrar alguém, algum corpo que os faça sentir da mesma maneira que aqueles dois. O cosmos observa, invejoso, aquele sentimento que faz tudo o resto parecer surreal e utópico. Estas duas almas unem-se para sempre, a força que as atrai é magnetizante. serão sempre puxadas em direções contrárias, mas irá sempre existir uma multidão para se reencontrarem.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

just

estou cansada das pessoas. cansada de me esforçar e depois não perceber quando devo desistir, porque ninguém vale a pena o esforço a não ser nós próprios, e começo a achar que nem eu valho mais a pena. já sei qual vai ser o resultado, vou cair, magoar-me, alguém vai levar tudo o que tenho e nunca mais trazer de volta, vou acabar exatamente no sítio onde comecei, sozinha. porque afinal de contas, é assim que nascemos e morremos, sozinhos. é certo que há pessoas que nos acompanham neste percurso, mas poucas têm a sorte de realmente ter alguém do seu lado, alguém que nos ame tanto como se amam a elas próprias, alguém que não nos complete, mas nos transborde. 

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Já não me recordo da última vez que fiz algo pela primeira vez. Já nada me parece novo. Sinto-me  renovada, pronta para um novo começo, mas um começo que acaba por não ser mais que uma continuação de uma rotina, que se prolonga infinitamente. Vou começar a fazer aquilo que não é esperado, mesmo que seja errado. Tenho sede de risco, de adrenalina, de experiências. Preciso de criar novas rotinas, e sobretudo, de me redescobrir.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Nos dias que correm, as palavras fogem-me, hábeis, por entre os dedos. Fogem-me como se não fossem minhas, como se nunca tivessem estado dentro de mim. Tanto para dizer, e elas faltam-me, talvez na altura em que mais preciso. Já não consigo melhorar nada, tento apenas remediar, mas parece que até essa capacidade já me escapa também. já não sei o que te dizer, além de que te adoro e que sempre o farei, serás sempre o homem da minha vida. É contigo que acordo e adormeço todos os dias, e apesar desta distância que nos separa fisicamente, já és como um membro do meu corpo sem o qual não consigo sair à rua. já não consigo mais viver nesta dor constante de não estares, de não me sentires, de não me tocares. vivo apenas com memórias, agora distantes, daquilo que somos quando estás, quando me sentes, quando me tocas. Mas não é de memórias que sobrevive o amor, pois essas pertencem ao passado. O amor sobrevive do presente, do dia-a-dia, do sorriso pela manhã e do abraço apertado à noitinha. O amor sobrevive até daquilo que se diz no calor de uma discussão, quando parece que estamos possuídos. O amor sobrevive de tudo aquilo que neste momento não temos, a não ser o próprio amor um pelo outro.